quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

SOBRE UM REINO






SOBRE UM REINO

Quando as forças da natureza assolam um reino,
É preciso esperança para reconstruí-lo.
A esperança torna o tempo favorável
E atrai o sol, a alegria e o equilíbrio necessários.

Quando os detentores do poder assolam um reino,
É preciso sabedoria e força para reconstruí-lo.
O conhecimento da força que se tem é um grande potencial,
Capaz de remover ou reconstruir grandes muralhas.

Quando a pobreza assola um reino,
É preciso trabalho para reconstruí-lo.
O trabalho pode trazer tesouros do fundo da terra,
Tantos quantos os ventos do progresso possam espalhar.

Ainda que um reino pereça assolado
Pela natureza,
Pela desigualdade,
Pela fome
E por tantas outras forças negativas;
Ainda assim subsistirá.

Então me pergunto:
O que pode ser mais intenso que todas essas tragédias?
Se já não há alimento, se as forças da natureza são contrárias,
E se todo poder está tão longe de quem faz parte desse reino?

A resposta é simples:
Um reino só está completamente destruído
Quando nele não há mais POVO.

(CAMPOS, Hyeda de Miranda - Livro TERRA - 2003



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Motor e poesia

Queridos leitores

Essa é a Júnia Leal. Trilheira encantadora que aproveitou o momento festivo e esportivo para introduzir a arte da poesia. Parabéns a ela e a mamãe Grasyelle Barroso. Pessoas assim especiais nos ajudam a acreditar na vida e nas mudanças necessárias. Faz-nos repensar conceitos de educação e família. Merece destaque a atuação e a performance dela com a minha poesia escrita especialmente para a data.



MOTOR E POESIA

O conhecimento te dá asas
O poder de ler coisas mágicas
Viajar!
Motores e combustível
Letras e livros
Livres aventureiros nas trilhas do saber
Campeões
Vencedores
Pilotos de o seu próprio viver!
Adrenalina na pista
Um livro a mais na lista
Agora a foto para a revista
O valor da minha moto
Não revelo em entrevista
Vale muito, vale tanto
Quanto a poesia para o artista.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SenHora



- Bem na hora!

-Estás atrasada.

-Como assim, a-tra-sa-da?

- Sim!

- Olha o relógio atrás de você.

- Através dele vê-se as horas, mas não o tempo.

Perdestes tempo com tolices enquanto poderias simplesmente amar.

Perdestes tempo com cálculos enquanto poderias ajudar infinitamente alguém.

Perdeste tempo sobrevivendo quando deverias realmente viver.

Agora deves despertar para além do tempo...

Estás atrasada por estares em dia com o seu próprio relógio.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

DIA DO LEITOR

Exposta na Casa Lotérica Caminho da Sorte minha homenagem aos leitores. Crescentes em número e qualidade são eles que me motivam a seguir em frente merecendo assim todo meu carinho e respeito.
Os poemas escolhidos foram CAMILA E O EPITÁFIO DA ARTE ( O resgate da cultura riovermelhense), integrante do livro TERRA e CANTIGA DA RODA DA VIDA, do livro MESTRIA DO OLHAR.
 Uma curiosidade é o uso, na ilustração, da técnica da colagem, o que possibilita a inserção de objetos, sendo um deles o  próprio livro. Recortes minúsculos compõem o grande mosaico que dá vida ao texto.
Um sonho de muito tempo começando a se concretizar.
Aos meus leitores, sinceros agradecimentos! Recebam com carinho a minha homenagem. São merecedores!



Fotografe aqui vc também!

Agradecimentos a Geraldinho e Tiana pelo apoio.
Incentivar a ARTE, a CULTURA e a LEITURA é uma atitude que vale milhões!



Padre Dilton, sempre presente!



 


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

VOZ



Saber de mim mesma
pela minha sinceridade
quando expostas da alma
as veredas e as verdades
do coração os valores
da mente, abismos e temores.
Saber de questões e respostas
Refletidas em olhares e sorrisos
Da voz que nunca se cala
me carrega e me move
me acolhe, me estraçalha.
Que seja a vida um show de rock n roll
Sem silêncio nem ecos de dor
Que seja o palco a eternidade em luz
e seu corpo ( no meu) semente de amor.


Foto de Hyeda Miranda.
Foto de Hyeda Miranda.

Céu de MInas


Vozes fora do mercado
Dizei
O que farei com tantos MCs e DJs
É chegada a hora enfim
Em que abrirei então mão de mim?
Da minha cultura e do meu gosto?
Do sorriso mineiro no meu rosto?
Do orgulho das montanhas e do Jequi?
Explicai porque encontro aqui a contradição
E o que chamam de arte me chega como aberração?
Estrelas do céu de MINAS
Vozes
Onde estão?

domingo, 7 de dezembro de 2014

Seiva



Numa confusa visão
Da mulher encostada na árvore
Imóvel e tão entregue
Parecia ter dela brotado
Como um galho torto
Um fruto meio morto
Um aborto
Encostada na árvore
Misturava-se
Confundia-se
Buscava-se
Mulher poema sem raiz
Maculadas folhas ao vento
Que tocavam seus dedos de seiva
Por aonde vindo da alma
Escorriam sentimentos
Contemplei-a sem poda
Derramei sobre ela
Transparentes lágrimas sem motivo
Que como asas de borboletas inquietas
Sobre a figura poeta
Fizeram-me fechar o livro.