terça-feira, 8 de setembro de 2026

DIA NACIONAL DAS ARTES - 33 ANOS DO LIVRO SOMBRAS DO RIO

 


        Aconteceu em 12 de agosto de 2026, no salão do CRAS a primeira celebração do 
DIA NACIONAL DAS ARTES
        Marcado pelo minimalismo, contou com cenários simples e som ambiente onde a autora recitou seus textos e dialogou com o público presente. 
        Alunos do nível médio foram escolhidos para esse momento ímpar diante de textos que foram produzidos quando a autora tinha a idade atual deles e estudava na mesma escola.
         Além do apoio incondicional da Escola Estadual Dr. Afonso Pena Júnior, o comércio local merece aplausos, assumindo o apoio cultural e o patrocínio total do evento, incluindo livros e camisetas para todos os presentes.
       Assim foi feita a releitura do livro que assumiu cinco capítulos: Destaque para a visão de mundo, de 33 anos atrás...

        NAS NUVENS destaca dez poemas que falam do céu azul, dos sonhos e dos anjos. Uma visão poética do paraíso finalizada com "Habitante de um ventre Santo" que remete ao nascimento ou volta para a terra.



I – NAS NUVENS 

CORAÇÃO POETA

PÁSSARO AZUL, CÉU NEGRO

DESEJO AZUL

NUVEM SEM RUMO

UM SER ESTRELA

SINGULAR

AS QUATRO FASES

LUA AZUL

PARAÍSO

HABIITANTE DE UM VENTRE SANTO



    O segundo capítulo acontece na terra. Onde vestida de vermelho, tem como cenário a Igreja do Rosário de Rio Vermelho. Obra visual de recorte e colagem que compoe a exposição da autora.
    Retrata um Rio Vermelho com seu povo e seus costumes no ponto de vista adolescente com fortes expressões e aspirações!
    Deste capítulo os textos:

II – NA TERRA 

 RIO VERMELHO

CENTRAL

 LÁ

 SAUDADE

 CIDADE

 MENINO DE OLHOS NEGROS

 ENTRE TANTOS OUTROS


No capítulo seguinte não houve troca de figurino e nenhuma surpresa. Apenas a intensidade de voz e muita emoção, sendo essa a parte mais complexa e questionadora do livro. Poemas cheios de humanidade!

III – EXISTENCIAL 

DE VOLTA

SOU

VIAJANTES

ARMADILHA

SOMOS HOMENS

FLORES

SE

QUÍMICA

SEMENTES

QUEDA LIVRE

NATAL


        E para não dizer que não foram colhidas muitas flores pelo caminho desses 33 anos, Lilia Costa, Presidente da Academia Rio-vermelhense de Letras, apoiadora do evento deixou suas palavras.




È com grande alegria e emoção que, em nome da Academia Rio-vermelhense de Letras e Arte, presto nossa homenagem a essa data tão especial e a este importante evento.

Celebrar momentos como este é valorizar a nossa história, a nossa cultura e, sobretudo s pessoas que dedicam seus talentos à construção de uma comunidade mais rica em conhecimento, arte e memória.

A Academia se sente honrada em participar deste momento e reafirma seu compromisso de incentivar, preservar e divulgar a literatura, a arte e a identidade do nosso querido Rio Vermelho.

Que esta celebração permaneça como uma página bonita na história da nossa comunidade.

Parabéns a todos os envolvidos e que q cultura continue sendo uma ponte que une pessoas, histórias e gerações.

Lilia Costa Pires


Ao vivo não foi possível apresentar esse capítulo, mas a leitura é muito válida!

IV – SENTIMENTOS 

DESPERTAR

PRECE DE CONCRETO

SE

ORGULHO

 MAGIA

 OLHOS ÚMIDOS

Então se teve o capítulo final:

V – POESIA 

SÁBADO

CANÇÃO DE SETEMBRO

PAZ ILUSTADA

SE O SOL SE FOR

ANJO BOM

LÍRICO

ROSA NOVA

O VENTO

SOMBRAS


    E o poema SOMBRAS continua ecoando!


SOMBRAS

Assim como um anjo caído

Um gigante adormecido

Vou olhando aquele céu

O céu cinzento

O azul sonolento que se apaga

 

Anjos outrora azuis

São olhos negros do mal

São sombras incandescentes

Que despertam a noite eterna

 

São manchas inconscientes

Que dão força ao vento

Que agitam o mar

Que causam tormento

 

São luzes apagadas

Formas inanimadas

Em cavalos alados

Prisioneiros assustados

Rumo o fim

 

São assim como palavras

Usadas para exprimir o nada

Que é mais que absurdo

E talvez compreendidas

Esmagariam o meu faz de conta.

                                                        

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Que 2027 nos traga a segunda edição!






sábado, 11 de abril de 2026

16ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas

     


            



   

 Em 09 de abril de 2026, a Biblioteca Municipal Recanto Cultural foi palco da 16ª Noite Mineira de Museus e Bibliotecas. O Sarau com o tem Outono, Estação da Alma mediado pela autora Hyeda Miranda contou com grande e variado público. 


    A representante da Biblioteca Márcia Ramos Santos deu início às atividades abertas com a fala do Secretário Municipal de Cultura e Turismo Pedro Ramon de Navarra Porto. E logo a magia da poesia se fez presente.

    Os artistas Hyeda Miranda, Marcos Rodrigues, Ayla Caroline e Thayla Evelyn Vieira Santos encantaram com variadas performances autorais ou leituras de outros autores. 

A música ficou por conta do Professor Brenno e as artes visuais foram muito bem representadas pela exposição fotográfica autoral de Delaine Oliveira.

A Academia Rio-vermelhense de Letras e Arte se fez presente nas palavras de sua Presidente Lília Costa Pires.

    Houve sorteio de brindes e muita interação entre os participantes! A eles, meu poema:


    Aprendiz


Não são iguais os dias

Nem as horas

Nem as cenas

Nem as páginas

Embora pareçam

Não são !

Não são iguais as vidas

Nem as almas

Não são iguais as asas

Nem os voos

Nem a direção!


Em uma noite

Insônia

Sonho algum

Reprovação 

Em outra sonhos tantos

Distintos

Estação a estação 


Então sonhei inverno 

E venci provas quando o gelo cobriu meu coração 

Sonhei primavera e colhi flores nessa estação 

Como Shakespeare, tive sonhos de uma noite de verão!


Então as folhas  caíram 

Onde meus pés precisavam pisar

Poetas nunca gostam do chão… 

Eu também não sei gostar!

Então fantasiei tapetes 

Em vários tons com um só dono!

Moldados pelo vento fresco

Da renovação do outono!



Link da performance A MOÇA E O LIVRO de Leonardo de Magalhaens por Hyeda Miranda

https://www.instagram.com/reel/DW7fg-zJRet/?utm_source=ig_web_button_share_sheet


Link para o registro fotográfico de alguns momentos

https://www.instagram.com/reel/DW9qwbFJKQF/?igsh=MXFnemR4emtxeWoxZA==


Link da publicação da Prefeitura Municipal de Rio Vermelho

https://www.facebook.com/share/v/18aSU6chYr/?mibextid=wwXIfr



                             

Fotografias de DELAINE OLIVEIRA 



domingo, 8 de fevereiro de 2026

Sarau Comemorativo dos 28 anos de lançamento do livro ROSA

     Aconteceu em 29-01-2026 no Espaço Cultural e Café Mir@nde-se o Sarau Comemorativo dos 28 anos de Lançamento do livro Rosa.

    O evento foi um marco no despertar de novos talentos para a arte contemporânea.



    Músicas e poesias autorais, performances e manifestações diversas fizeram deste um espetáculo.

Novo até no veículo de comunicação! Sim, estivemos ao vivo pela Radio Web PRIMAVERA!

    Destaque para a obra visual de Aaron Augusto

A releitura imprime marcas e interferências do artista que por novo ângulo recria dando origem a uma nova obra. 

Essa foi a inspiração:


E este, o reultado:




"Tudo gira em torno da ARTE: músicas, poemas,livros e esculturas...
De uma simples arte de uma vaca a uma obra super trabalhada como as de Da Vinci, o recado é:
SEJA LIVRE, FELIZ E CRIATIVO NO QUE VOCÊ DENOMINA ARTE!"

(Aaron Augusto) 





sexta-feira, 11 de julho de 2025

Poemas em forma de presente

 


BALDE DE LEITE

 

Bons tempos

Ainda na lembrança

Lembranças felizes

De um tempo distante!

Encantos que só sabe quem viveu!

 

Dos sons do amanhecer:

Eram vacas, bezerros, galos e gente!

 

Leite no balde, depois no copo!

Era a primeira tarefa de uma vida inteira.

Inteiramente feliz no nosso interior!

Terra onde deixamos nosso umbigo

Enterrado entre o progresso e o amor.

 

Poema de

 Hyeda de Miranda Campos

BALDE DE LEITE

+ que 1 presente: Um elogio


TRAGO NA MALA

 

Toda viagem vale a pena

Rumos diferentes e novas histórias

Andanças...

Gosto do passado

Olhos no futuro...

 

 Na cidade de RIO VERMELHO

Ainda lembro-me de você ________________!

 

Memórias de um tempo feliz

Amores infinitos

Laços fortes

Amizade para a vida toda!

 

Poema de Hyeda de Miranda Campos

TRAGO NA MALA

+ que 1 presente: Um elogio!

domingo, 22 de junho de 2025

Querido Richard

 



Querido Richard

Daqui
Tenho os olhos no céu
E desejo voar.

Estar com você, Richard,
E sentir o vento.
A soprar mudanças
Que me fariam esquecer, Richard,
Os murmúrios, os lamentos,
E toda consumição da Terra.

Há limites, Richard,
E aqui, são bastante estreitos:
Não cabe o amor.
A fé e os sonhos são profanos.

Silenciosos gritos de dor, Richard,
Adormecem os que alcançarão a distância
No sono profundo
Da separação.

                                                                
                                                                            11 de julho de 2001

Do livro MESTRIA DO OLHAR - CAMPOS, Hyêda de Miranda - Litteris Editora - 2006 pág. 24

Ilustração: Personagem Perdida 

Colagem integrante da Exposição Poéticas da Junção (2024- 2025)

PRA COMEÇAR: UMA HISTÓRIA (Para Richard Bach)



Quando a tempestade se aproxima
O vento traz de volta a sua história
E na cidade deserta, posso ver você

Acima da miséria humana, Richard, você voa.
Acima das nuvens negras que nos cobrem
Você contempla o sol.

E a tristeza ficou cravada ali
A torturar todos que ousam desafiar as leis.
Não há tréguas aos que nasceram para ir além
Também não há satisfação na Terra .

Os manuais são enterrados com os sonhos.
Logo nas primeiras páginas
Há que se desenvolver a intuição.

O tempo, Richard, não prendeu você
E se eu pudesse agora, erguer-me tão alto
Veria o sol
E não pensaria no meu próprio e triste fim!

Ouço sua história NO VENTO
e ela não termina assim

Sei que às vezes adormeço mais cedo
Sempre sozinha
Sei que aprenderei a usar minhas asas
Para encontrar um amor de verdade.

( Texto do livro Mestria do Olhar - CAMPOS, Hyeda de Miranda - 2006)
Pag. 12

Imagem Francisco Coutinho
Colagem integrante da Exposição Poéticas da Junção 
Artes Visuais (24-25)

sábado, 26 de abril de 2025

Poesia no Cinema

     Estava agendada a projeção para 25-04, fechamento do Projeto ACADECINE, da Academia Rio-vermelhense de Letras e Arte.

    Aprendi com Raul que 'tudo acaba onde começou". Assim sendo, cedi à inspiração e me deixei levar pela gratidão e todos os momentos bem vividos nesse lugar .

    Aqui foi o cenário perfeito para a realização de muitos sonhos!

    Os curtas-metragens inspirados em duas obras literárias ganharam vida aqui. 

    Gratidão e encantamento, agora em poesia!


PEDRA MENINA

Minha cidade é o Rio
Vermelho como o meu coração 
Mas meus olhos grandes
Têm pupilas de Pedra
Pedra Menina 
Menina dos meus olhos!
Que em suas montanhas
Repousam e sonham
O sonho mais lindo de uma terra encantada!

Aqui
O vento nos despenteia carinhosamente 
Brinca com nossa alma sensível 
Sopra POESIA!
Aqui, onde a Pedra é Menina
Menina dos meus olhos
A mesa é farta 
Com risos e apertos de mãos!
Suas ruas, passarelas
Suas flores, aquarelas
E o amor sorri em suas janelas!
Aqui a montanha que inspira
Inspira voos!
Vejo paragliders no céu azul!
Azul tão claro
Cinza, de repente…
Escuro!
Vento e chuva!
Ah até suas tempestades encantam!
Porque são certeza da colheita e do arco-íris!

Água!
Água da fonte!
Da gruta, símbolo de beleza e fé!
E das muitas cachoeiras que aqui caem
Onde banhar-se é batismo e ressurreição!

Meu Rio
Vermelho como meu coração
É mais bonito às pupilas de Pedra Menina
Do céu ao chão 
Com toda sua poesia 
Fonte de inspiração!

Hyeda Miranda 
20/04/2025