sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SenHora



- Bem na hora!

-Estás atrasada.

-Como assim, a-tra-sa-da?

- Sim!

- Olha o relógio atrás de você.

- Através dele vê-se as horas, mas não o tempo.

Perdestes tempo com tolices enquanto poderias simplesmente amar.

Perdestes tempo com cálculos enquanto poderias ajudar infinitamente alguém.

Perdeste tempo sobrevivendo quando deverias realmente viver.

Agora deves despertar para além do tempo...

Estás atrasada por estares em dia com o seu próprio relógio.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

DIA DO LEITOR

Exposta na Casa Lotérica Caminho da Sorte minha homenagem aos leitores. Crescentes em número e qualidade são eles que me motivam a seguir em frente merecendo assim todo meu carinho e respeito.
Os poemas escolhidos foram CAMILA E O EPITÁFIO DA ARTE ( O resgate da cultura riovermelhense), integrante do livro TERRA e CANTIGA DA RODA DA VIDA, do livro MESTRIA DO OLHAR.
 Uma curiosidade é o uso, na ilustração, da técnica da colagem, o que possibilita a inserção de objetos, sendo um deles o  próprio livro. Recortes minúsculos compõem o grande mosaico que dá vida ao texto.
Um sonho de muito tempo começando a se concretizar.
Aos meus leitores, sinceros agradecimentos! Recebam com carinho a minha homenagem. São merecedores!



Fotografe aqui vc também!

Agradecimentos a Geraldinho e Tiana pelo apoio.
Incentivar a ARTE, a CULTURA e a LEITURA é uma atitude que vale milhões!



Padre Dilton, sempre presente!



 


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

VOZ



Saber de mim mesma
pela minha sinceridade
quando expostas da alma
as veredas e as verdades
do coração os valores
da mente, abismos e temores.
Saber de questões e respostas
Refletidas em olhares e sorrisos
Da voz que nunca se cala
me carrega e me move
me acolhe, me estraçalha.
Que seja a vida um show de rock n roll
Sem silêncio nem ecos de dor
Que seja o palco a eternidade em luz
e seu corpo ( no meu) semente de amor.


Foto de Hyeda Miranda.
Foto de Hyeda Miranda.

Céu de MInas


Vozes fora do mercado
Dizei
O que farei com tantos MCs e DJs
É chegada a hora enfim
Em que abrirei então mão de mim?
Da minha cultura e do meu gosto?
Do sorriso mineiro no meu rosto?
Do orgulho das montanhas e do Jequi?
Explicai porque encontro aqui a contradição
E o que chamam de arte me chega como aberração?
Estrelas do céu de MINAS
Vozes
Onde estão?

domingo, 7 de dezembro de 2014

Seiva



Numa confusa visão
Da mulher encostada na árvore
Imóvel e tão entregue
Parecia ter dela brotado
Como um galho torto
Um fruto meio morto
Um aborto
Encostada na árvore
Misturava-se
Confundia-se
Buscava-se
Mulher poema sem raiz
Maculadas folhas ao vento
Que tocavam seus dedos de seiva
Por aonde vindo da alma
Escorriam sentimentos
Contemplei-a sem poda
Derramei sobre ela
Transparentes lágrimas sem motivo
Que como asas de borboletas inquietas
Sobre a figura poeta
Fizeram-me fechar o livro.



domingo, 23 de novembro de 2014

POUCO MENOS

POUCO MENOS

Desejo crescente
Deste lugar distante
Te vejo
Te ouço nitidamente
Grito e você não responde
Fantasio enquanto você se esconde
Montanhas de Minas
Sol no Horizonte
Belo
Onde?
Voz das montanhas
Embalando os vales
Vens das montanhas
Para todos os lugares
Menos ao lugar distante
Onde o vento convida aos amantes
E sussurras ironicamente
Pela palavra poesia agora sem tons
Que espere um pouco menos que eternamente..

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Ao meu encontro

Ao meu encontro

Há uma clara mensagem
Avisando que alguém virá
Para matar a saudade, sorrir e abraçar
Discretamente pergunta
Onde mesmo você está?
Se disser “em casa” não basta!
Pois não se sabe ao certo
Onde fica este lugar
Quanto mais se explica
Mais é preciso explicar.
É algo além do endereço
Da beleza e do preço
E das tantas vezes que você pode se mudar.
Casa é canto e aconchego
Barulho e sossego
Tudo que se reúne enfim
Casa é onde estou agora
Aonde eu chego e vou embora
Onde me encontro ardendo

De saudade de mim.